ASCENDÊNCIA DO MESTRE DE CAMPO LOURENÇO BELFORT  

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O Mestre de Campo Lourenço Belfort foi um fidalgo de linhagem conhecida como demonstra a sua ascendência:Era filho de:

I – RICHARD BELFORT, batizado no Castelo Richard no Condado de Midensi, próximo do Castelo de Kilrue, solar feudal da família Belfort. Vivia ainda em 1748. Casou-se com Dona Izabel, batizada em Emieskillimann, Condado de Termanaconi, filha de Edward LOWTHER  de Skryne e Margaret HAMILTON, em Dublin, Irlanda, a 3 de Junho de 1698.Filho de:

II – JOHN BERFORD nascido e batizado no Castelo Richard Casou-se com Christian.Filho de:

III – MICHAEL BERFORD, nascido e batizado no Castelo Kilrue.Faleceu em maio de 1691.Filho de:

IV – MICHAEL BERFORD, nascido no Castelo de Kilrue; faleceu abtes de 31 de maio de 1638. Casou-se com Margaret, filha de Christofer St.Lowrence, barão de Howth e Elizabeth, filha de Sr. John Plunkett, falecida a 16 de fevereiro de 1619.Filho de:

V – JOHN BERFORD, nascido no Castelo de Kilrue, falecido em 9-4-1633.Filho de:

VI – JAMES BERFORD, nascido no Castelo de Kilrue.Foi casado com Jane WUFRE; Falecido a 6 de Junho de 1694.Filho de:

VII – RICHARD BERFORD, nascido em Dublin.Foi Coletor de Condado em 1535.Casou-se com Joan, filha de John COSSAK, de Cosington.Filho de:

VIII - SIMON BERFORD, nascido no Castelo de Kilrue.Casou-se com Catarina, filha de Nicholas Cusak, de Gerraretstown.Filho de: (382) /

IX – EDMUND BERFORD, nascido em Ballybin. Filho de:

X – CHRISTOPHER BERFORD, nascido no Castelo de Kilrue.Recebeu terras em 1420. Casou-se com Jane Petit. Filho de:

XI – SIMON BERFORD, nascido no Castelo de Kilrue, falecido em 1412.Filho de :

XII – ROGER BERFORD, nascido em Kilrue.Recebeu terras em Ballybin. Foi condômino no Priorado de Llathone.Filho de:

XIII – SIMON BERFORD. Filho de:

XIV – ROGER BERFROD, nascido no Castelo de Kilrue.Filho de:

XV – WALTHER BIRFORD , nascido em Kilrue.Filho de:

XVI - ROGER BIRFORD, nascido em Kilrue. Filho de:

XVII – GEOFFRY BIRFORD, que vivia em 1190.  

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DESCENDÊNCIA DO MESTRE DE CAMPO LOURENÇO BELFORD  

A descendência de Lourenço Belfort é numerosíssima, pois, do seu primeiro casamento houve dois filhos varões e uma filha e, do segundo, deixou quatro filhos varões e quatro mulheres, num total  portanto de 11 filhos, como demonstra a sucessão genealógica que segue:

Do 1º Matrimônio:

                  1 - 1 MARIA MADALENA

1 – 2 RICARDO

           1 - 3 GUILHERME

  Do 2º Matrimônio

 1 – 4 ROZA

              1 – 5 FRANCISCA

             1 – 6 LOURENÇO

  1 – 7 JOÃO

                           1 – 8 MARIA JOAQUINA

 1 – 9 ANA

            1–10 ANTONIO

          1–11 MIGUEL

 

§ 1º  

1-1     Maria Madalena, nascida em São Luiz do Maranhão, casou-se com o Cirurgião-mor dr.Joaquim da Serra Freire, ali mesmo falecido a 2-5-1769. O seu casamento foi realizado a 13-5-1754 conforme se verifica do documento abaixo:

“Certifico que revendo um dos livros findos de assentos de Cazamentos da Freguesia de Nossa Senhora da Victyoria Sé Cathedral nella na Fl. 205 encontrei o seguinte: Aos treze dias do mez de Maio de mil settecentos cinqüenta e (383) / quatro annos neste igreja da Sé Freguesia de Nossa Senhora da Victoria do Maranhão, em presença do Reverendo Doutor Mestre Escola desta Sé Felippe Camello de Brito de licença minha, e em presença também das testemunhas abaixo nomeados, feitas as denunciações, nesta freguesia donde são os contrahentes naturais sem descobrir impedimentos algum por serem dispensados no terceiro e quarto grão de consangüinidade por Breve Pontifício, como m,e constou pela carta de dispensa que me foi apresentada do que dou minha Fé, se receberão matrimonialmente por palavras de presente in facie eclesias, Joaquim da Serra Freire, filho legítimo de João Nunes Freire, já defunto, e de sua mulher Ignacia Maria Xavier, com Maria Magdalena, filha legítima do Capitão Lourenço Belfort e de sua primeira mulher Izabel de Andrade, já defunta, ambos contrahentes naturaes moradores desta Cidade e freguesia e logo lhes deu as benções matrimoniais na forma dos ritos e ceremonias da Igreja, foram testemunhas presentes o Reverendo Conego Ignacio Camello de Brito e o Padre Frei Carlos Pedro religioso das Mercês e outras muitas pessoas conhecidas do que tudo para constar fiz este assento.O Coadjutor Francisco  Mata bosque, o Conego Ignácio Camello de Britto,Frei Carlos Pedro Malheiro.Nada mais se continha no referido assento que fielmente copiei do original, ita in fide Sacerdotis. Cúria Metropolitana de São Luiz do Maranhão dos 2 de Setembro de 1939. Conego J.M. Lemercier, Chanceler no Arcebispado.”

D.Maria Madalena faleceu a 17 de Julho de 1794, na Ribeira do Itapicurú, deixando o testamento que abaixo se transcreve:

“Em nome de Deos, e da Santíssima Trindade, padre Filho e Espírito Santo, três pessôas distinctas e hum só Deos verdadeiro em que eu Dona Maria Magdalena Belfort bem cuidadosamente creio em cuja fé quero morrer e viver confessando-a; e por que me temo a morte que a todos he natural ordena fazer este Testamento na maneira seguinte: Primeiramente encomendo a minha alma a Deos Nosso Senhor que a criou e remio na cruz com o seu preciosissimo Sangue para o que desde já detesto todas as culpas que contra o mesmo Senhor tenho cometido e me peza de o ter ofendido protestando qe em todo o tempo de minha vida nunca mais o tornar ofender e rogo ao Senhor o perdãm o qual confio na vossa infinita mizericordia e para alcançar esta dita valei-me Rainha dos Anjos, Mãe dos Pecadores, Anjo de minha guarda,Santa de meu nome e Santo e Santas da Bemaventurança para que foi creada.Amem.Ordeno que meu corpo seja amortalhado e conduzido a Freguezia desta Ribeira pela forma e maneira que deixo ao arbítrio de meus Testamenteiros.Ordeno que no dia de meu enterro podendo ser, seguinte, se diga huma Missa Solene pela minha Alma com seu oficio de corpo presente e todas as mais Missas que neste mesmo dia se poderem dizer, segundo os Sacerdotes que ouver de esmola cada huma em seiscentos e quarenta reis e outra solene com seu oficio no dia seguinte digo no seguinte dia.Outrossim ordeno se digam mais por minha Alma cem Missas de esmola de tresentos e vinte reis.Outrossim ordeno que por meu falecimento se dem algumas esmolas à algumas pobres necessitadas segundo o que communiquei ao meu Genro Jozé Marcelino Nunes.Declaro que fui casada com Joaquim da Serra Freire de cujo Matrimonio me ficaram nove filhas das quaes se casaram seis e se conservam três no estado de solteiras.As que casaram cada umadou a quantia de oitocentos mil reis para entrarem com elles na erança dos mais bens do meu cazal por minha morte.Outrossim dou pela mesma forma a minha filha Lourença a quantia de quatrocentos mil reis.Declaro que alem dos oitocentos mil reis que dei a minha filha Luiza quando cazou, lhe dei mais trezentos mil reis em compensação dos escravos que lhe avião ficado na legitima de seu Pae que morrerão no meu servisso cuja compensação fiz por entender que adevia enteirar da sua legitima o que por esta ratifico.Quanto porem aja quem isto impugne e (384) / o Direito assim o permita neste cazo será sempre indenizada pelo produto da minha terça.Outro sim declaro que dei a minha neta Feliciana hum creolinho filho de minha escrava Rita Quitéria que se acha no servisso de minha filha Luiza cuja dádiva fez na certa inteligência que em minha vida podia fazer por nam ser minha herdeira necessária; mais por no cazo de aver nisto legitima duvida sairá o valor do dito creolinho da minha terça. Outro sim senam poderá pedir compensaçam do servisso da dita Rita Quitéria te o dia da minha morte assim como também de outro qualquer escravo que por mais ou menos tempo estado no servisso de qualquer de minhas filhas.Deixo ao meu neto Jozé Marcelino, o segundo filho da mencionada escrava Rita Quitéria.Declaro aver dado a minha neta Rita duas escravas e a minha Neta Maria Joaquina huma escrava também na firme inteligência de que o podia fazer em minha vida pela mesma razam que fica referida: he minha vontade que esta dádiva fique sempre subsistindo; e no cazo de ser oposta o Direito sairá o seu custo do produto de minha terça.Declaro aver feito troca da minha escrava Andreza pelo criolo Giorge com a minha filha Francisca, cuja troca ficou sendo firme e valiosa desde que a dita minha filha se emancipou e que lhe fiz entrega da sua legitimna, razam porque não deve entrar em duvida e pertencer-lhe todos os produtos da mesma escrava quanto porem a filha que esta tinha ao tempo que passou para o domínio da dita minha filha (por nome Cândida) he bem constante que esta pagou por trinta mil reis.Declaro, que com cada huma das minhas filhas que tem casado dispendi para o seu enxoval duzentos mil reis pouco mais ou menos, razam porque quero e determino que da minha terça se de a cada huma de minhas filhas solteiras a mesma quantia de duzentos mil reis, assim como também se repartira três outros faqueiros de prata que a minha caza possuir.Declaro ter em meu poder cento e vinte mil reis pertencentes a legitima da minha filha Brígida, de cuja legitima somente está entregue a escrava Emerenciana, e seu filho avendo falecido os mais no meu servisso; he de minha itençam e vontade, que a dita legitima lhe seja enteirada assim eda mesma forma que tenho determinado a respeito da minha filha Luiza.Outro sim declaro que avia tomado a juros a Leonel Fernandes Vieira a quantia de um conto e duzentos mil reis cuja quantia empreguei em escravos para estabelecimento da dita minha filha Brígida; cuja quantia eu satisfiz no presente anno; tendo a dita me ha satisfeito os correspondentes juros: he de meu gosto e vontade perdoar-lhe a dita quantia de hum conto e duzentos mil reis e della lhe passo a deixação.Deixo as minhas cazas térreas as minhas três filhas, Francisca, Lourença e Brígida pra nella viverem juntas enquanto se conservarem no estado de solteiras; com declaraçam que lhe seram lançadas no mesmo valor em que eu a recebi na parte que me toca por falecimento de meu marido.Também he de meu gosto e vontade que as ditas minhas três filhas solteiras tenham preferência nos escravos que aqui lhe nomeio; a saber: Jozé, Ignácio, Gabriel e Jozé Bysagó os ordeiros nam iram contra esta minha vontade disputando a dita preferência com licitações, nem por outro algum principio. Declaro, que avendo meu Genro Thomaz Anniceto pretendido vender huma sorte de terra que as avia comprado aos Bezerra pela quantia de trezentos mil reis eu lhe pedi a preferência na dita venda dando o recibo como feito de mim os trezentos mil reis sem que té agora digo se que nunca té o presente se dizesse da dita venda as precisas escriturar avendo posto apenas, na sua hum pertence assim.Fasso esta declaração para os mais erdeiros ficarem nessa inteligência e efetuarem com ele o que for de razam, Direito e Justiça. Declaro que tenho emprestado a meu Genro Luiz Fernandes Ribeiro as cazas que comprou do que nam passou clareza alguma da dita quantia. Deixo cento e vinte mil reis a meu Neto Fernando filho do sobre dito. Declaro que suposto exista huma escritura da quantia de dois contos de reis de que me constituía devedora ao Capitam Francisco. (385) /  Machado de Souza contudo eu somente devo ao sobredito a quantia de hum conto e duzentos mil reis em razão de que o resto hé responsável meu Genro Feliciano Antnio dde que tem pago os juros respectivos.Declaro aver feito huma escritura pela qual doei e cedi a meu genro Jozé Marcelino Nunes por cabeça de sua mulher e minha filha Izabel Maria Freire com os três filhos do primeiro matrimonio nesta mea légua de frente digo, desta meã legoa de terra de frente e huma de fundo pelos motivos na mesma escritura declarados; e suposto que eu nella tomava o seu valor na minha terça; contudo para maior segurança, por esta minha dispozição testamentária aprovo e ratifico a dita escritura e he por dada e deixada aos referidos a dita meã légua de terra com huma de fundo na forma estipulada na dita escritura digo na referida escritura acrescendo somente o declarar que fica bem entendido que das duas partes iguais da dita porçam de terra he huma para minha filha dita digo a minha filha sobredita e a outra para os meus três netos assim e da mesma forma como se para elles tivesse passado por erança do seu primeiro marido e Pae. Deixo de esmola para a obra de Nossa Senhora do Rozario desta Ribeira cincoenta mil reis; para a lâmpada do Santíssimo Sacramento da mesma Igreja vinte mil reis; e para o Santíssimo da Matriz da Cidade outros vinte mil reis; deixo e declaro por forros livres e libertos aos meus escravos Miguel Ignácio e sua filha Bernarda; assim como também Manoel Mello e sua mulher Eufrazia.Deixo a minha Neta Maria Rita uma das negrinhas que me servem, qual sua mãe escolher,Deixo ao meu Neto Antonio de Sales o mulato Luiz.Instituo por meus universarios erdeiros no remanescente da minha terça depois de comprida toda as minhas disposições e satisfeitos os meus legado a todos o que por Direito devem suceder nos meus bens.Nomeio por minhas testamenteiras em primeiro lugar a minha filha Dona Izabel Maria Freire, em segundo lugar a minha filha Maria Izabel Freire de quem confio e espero hum comprimento a este meu testamento; e no caso de aver alguma incompatibilidade em razão de que por serem casadas nam possão figurar em Juízo, nomeio pela forma a seus respectivos maridos; lhes concedo todos oe meus poderes que em Direito me sam concedidos para dos meus bens tomarem conta na forma que neste meu Testamento tenho espressado e para firmeza de tudo pedi ao tabelliam desta Ribeira este ao meu rogo e pela moléstia que padeci não poder assignar pedi ao meu Genro Joam Paulo Carneiro Omem por mim assignasse que assim o fez com o mesmo Tabelliam. Itapecurú aos nove de Julho de mil setecentos noventa e quatro.Declaro que deixo a minha neta Joanna cem mil reis e quero se digam pelas Almas do Purgatório e outras trinta de a ut supra.Augostinho Vaz Martins.Arrogo da Testadora Joam Paulo Carneiro Omem de Souto Maior.Saibam quanto este instrumento de aprovaçam de testamento ou com em Direito melhor nome e lugar aja m,ais valido seja a dizer se possa ver em que sendo no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Crhisto de mil setecentos noventa e quatro annos digo e digo quatro aos nove dias do mez de Julho do dito anno esta Ribeira de Itapecurú nesta fazenda denominada de Santa Anna adonde he moradora Dona Maria Magdalena Belfort. Aonde eu Tabelliam adiante nomeado fui findo a seu chamado e sendo ahi por ella me foi dito que suposto se achava doente de cama mais em seu perfeito Juízo e entendimento de que Deos Nosso Senhor lhe avia dado e como de fato assim se achava de eu Tabelliam dou minha Fé de se passar assim na verdade e temendo-se da morte por não saber a ora em que Deos Nosso Senhor a chamará para se fizesse seu testamento de que eu Tabelliam lhe avia escrito digo lhe avia escrito e tudo o que nelle vai declarado esta sua vontade; o qual era feito em três folhas de papel e escrito em nove laudas e no fim esta minha aprovação o qual vi sem borradura e somente a nona linha da segunda lauda foram engerida aos despois de feito o dito testamento por ser ahi o seu lugar competente.E logo na presença das testemunhas aodiante nomeadas e assinadas me foi entregue este seu testamento pedindo-me e requerendo-me lhe aprovasse o (386) / qual é o presente o qual me avia pedido a mim Tabelliam lhe escrevesse e ao depois de feito lhe o lesse o que eu sobredito Tabelliam o escrevi e li e por esta a sua vontade como tinha ditado pedira e rogara a seu Genro Joam Paulo Carneiro Omem em razão de nam poder escrever por ella e a seu rogo assinasse commigo.Tabelliam que aprovava e ratificava quanto nelle tem disposto que revoga e cancella outros quaisquer testamentos ou codicilio que antes deste aja feito e que se quer que este valha e tenha força e vigor em Juízo como fora delle e por ser esta a sua ultima e derradeira vontade o que o direito devo e posso por bem e obrigação de meu oficio tanto quanto sou obrigado.Testemunhas a tudo presentes o Capitam Jozé Marcelino Nunes , o Capitam Tomaz Aniceto Nunes, o Capitam Joam Paulo Carneiro Omem, o licenciado Jozé Fidelis Onorio e Jozé Tomaz de Mendonça que aqui assinaram e arrogo da mesma testadora o Capitam Joam Paulo Carneiro e eu Agostinho Vaz Martins Tabelliam que o escrevi e assignei em publico e razo – Estava o signal publico – Em testemunho da verdade – Augustinho Vaz Martins. Arrogo e como testemunhas Joam Paulo Carneiro Omem de Souto Maior – Jozé Fidelis Onorio – Thomaz Aniceto Nunes – Jozé Tomaz de Mendonça – Jozé Marcelino Nunes. Termo de abertura. – Aos dezessete dias do mez de Julho de mil setecentos noventa e quatro annos nesta Freguezia do Itapecurú em caza de morada do Reverendo Vigário desta Freguesia Ignácio Bernardo de Araújo a donde eu Tabelliam ao diante nomeado me achava e sendo ahi presente o Capitam Tomaz Aniceto Nunes e por elle foi apresentado o testamento com que avia falecido da vida presente Dona Maria Magdalena Belfort requerendo ao dito Reverendo que para se dar o seu devido as disposições de seu funeral o mandasse abrir e sendo ouvido assim e paa a dita sua execução determinou a mim Tabelliam o fizesse que assim o fiz e o achei na forma e sua aprovação que vae rubricado emseis partes e com o seu apelido que diz Araújo e por firmezan de tudo fiz esse termo em que assignou com o mesmo recebedor que o fez. Eu Augostinho Vaz Martins, Tabelliam que o escreveu – O Vigário Ignácio Bernardo de Araújo – Thomaz Anicedo Nunes – Testamento de Dona Magdalena Belfort que vê aprovado por mim abaixo assignado, cosido com cinco pontos de linha do Reino branca e coberto com cinco pingos de lacre vermelho e que ella testadora que nam seja aberto senam depois do seu falecimento por autoridade de Justiça. Itapecurú aos nove de Julho de mil setecentos noventa e quatro. – Augostinho Vaz Martins. Cumpra-se e registre-se. Maranhão vinte e nove de Julho de mil setecentos noventa e quatro. – Costa, e he quanto se continha e fielmente o registrei conferi e concertei e vai na verdade sem couza que duvida fassa e de próprio tornei a entregar ao mesmo.Maranhão trinta de Julho de mil setecentos e noventa e quatro.Eu o Padre Carlos Jozé da Câmara, escrivam que escrevi, conferi, concertei, e assignei.O Padre Carlos Jozé da Câmara”

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           Do casamento de D.Maria Madalena, primeira filha do Mestre de Campo Lourenço Belfort, conforme se verifica do testamento supra, houve somente filhas, em numero de nove, que seguem:

 2-1 D. Ana Maria do Rosário, nascida em São Luiz do Maranhão em 1755. Casou-se na mesma cidade a 14-5-1782 com Tomaz Aniceto Nunes, nat. de Lisboa, filho de Manoel Nunes e Josefa Rita Caetana; teve:

         3-1 Major José Lino Nunes Belfort, nat. do Maranhão.Casou-se com D.Felciciana Maria Nunes, sua prima, filha de Feliciano Antonio Nunes e de Luiza Maria Freire. Faleceu em S.Luiz a 26-12-1851 com 68 anos de idade.Teve: (387) /

             4-1 D.Feliciana, nascida em São Luiz

    4-2 Raimundo Nonato, nascido em São Luiz. Casou-se na mesma cidade com      D.Teresa Teixeira Guimarães.Teve:

            5-1 D. Filomena, nascida em S.Luiz em 1844 (L.Bat.Freg.Rosário)

            5-2 José, nascido em S.Luiz em 1848.  

4-3 D.Maria Amália, nascida em S.Luiz. Falecida a 22-9-1845 com 20 anos de               idade.

4-4  D.Luiza Amália, nascida em S.Luiz.Falecida em S.Luiz a 31-10-1848, com 25 anos de idade.

4-5  Nonato, nasc. em S.Luiz.

3-2 Joaquim Raimundo Nunes Belfort, natural de S.Luiz (Liv.Bat.Itapicurú nº2, fls.189.Casou-se com D.Maria Madalena Serra Freire, filha de Francisco da Serra Freire e de D.Josefa Joaquina Gaspar Neves, em S.Luiz a 9-7-1809 (Livro n.7 fls.40); s.d.

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2-2 D.Maria Isabel, nascida em S.Luiz do Maranhão.Casou-se com o Tenente-Coronel João Paulo Carneiro Homem de Souto Maior.Falecida a 1-12-1813, em S.Luiz; s.d.

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2-3 D.Isabel Maria, nascida em S.Luiz do Maranhão; Casou-se com o Sargento-mor Joaquim José Henriques.Teve:

        3-1 José,nascido em S.Luiz.Casou-se com Apolônia, filha de João do Valle

        3-2 José Joaquim, nascido em S.Luiz.

        3-3 Henrique, nascido em S.Luiz

         3-4 Ana Rita, nascida em s.Luiz em 1773. Casou-se com o Brigadeiro Sebastião Gomes da Silva Belfort, filho de Filipe Marques da Silva e de D.Inácia Maria Freire, adiante mencionados.

         3-5 D.Joaquina Henriques, nascida em S.Luiz.Casou-se com José Marcelino Nunes.Teve:

              4-1 Antonio Sales, nascido em S.Luiz.

              4-2 D.Luiza, nascida em S.Luiz.

              4-3 José Marcelino, nascido em S.Luiz.

              4-4 D.Josefa Isidora, nascida em S.Luiz.

 4-5 D.Maria Madalena, nascida em S.Luiz.

 4-6 D.Francisca, nascida em S.Luiz.

3-6 Maria Joaquina, nascida em S.Luiz e batizada a 17-1-1775.Casou-se com Manoel José Marques.Teve:

      4-1 Frederico, nascido em S.Luiz.

      4-2 Joaquim, nascido em S.Luiz.Casou-se com D.Izabel Maria Marques, filha de Antonio José Marques Guimarães e de D. Francisca Marcelina Nunes, em S.Luiz a 11-11-1832; s.d.

      4-3 D.Isabel, nascida em S. Luiz.

D.Isabel Maria, acima mencionada (2-3), casou-se em 2ªs núpcias com o Tenente-Coronel de Milícias José Marcelino Nunes Moreira da Silva,(carta de brasão abaixo) natural de Lisboa, Cavaleiro Professo na Ordem de (388) /

  Cristo, filho de Manoel Nunes e de D.Maria Antunes, a quem se passou, em 14-5-1813 a Carta de Brasão de Armas que vai aqui reproduzida do respectivo original.Teve:

3-7 José Marcelino, nascido em São Luiz do Maranhão. Casou-se com D.Isabel Marques; s.d..

3-8 Coronel Antonio de Sales Nunes Belfort, nascido em São Luiz do Maranhão e batizado a 11 de outubro de 1789 (Livro nº 10, fls 84, Sé Catedral). Foi nomeado Governador d Província do Ceará a 1-8-1825, tomando posse a 4-2-1826. Governou até 2-1-1829. Casou-se em São Luiz a 27-5-1809, com D. Luiza Amália de Souza, filha de Joaquim Antonio Gomes de Souza e de D. Lourença Maria Freire. Faleceu em S. Luiz a 22 de Junho de 1832, com 44 anos de idade. (Livro nº10, Sé Catedral, fls.172); Teve::

4-1 Coronel José Nunes de Souza Belfort, nascido em S.Luiz. Casou-se a 27-4-1837, na mesma cidade, com D.Maria Amália Ribeiro Belfort, filha do Alferes Raimundo Luiz Ribeiro e de D. Jesuína Amália Nunes Belfort, neta paterna do Sargento-mor Luiz Fernando Ribeiro, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, fidalgo da Casa Imperial, natural da extinta Praça de Mazagão, freguezia de N.S. da Assunção do Patriarcado de Lisboa, e de sua mulher D.Joana Maria Freire, natural da Freguezia da Sé, do Maranhão.Teve:

      5-1 D. Luiza Amália de Souza Belfort, nascida em S.Luiz a 27 de maio de 1838 e batizada a 29 de Junho do mesmo ano, na Catedral do Maranhão.Falecida a 11 de Janeiro de 1841.

      5-2 D.Maria José Nunes Belfort, nascida em são Luiz a 13 de maio de 1839 e batizada a 29 de Junho do mesmo ano na Catedral do Maranhão. Falecida a 25 de janeiro de 1840.

      5-3 D.Adelaide Jesuína Nunes Belfort, nascida em S.Luiz a 29 de maio de 1840 e batizada a 29 de junho do mesmo ano.Falecida a 29 de Julho de 1840.

      5-4 D.Luiza Amália de Souza Belfort, nascida em São Luiz do Maranhão a 20 de Agosto de 1841 e batizada a 21 de outubro de 1841 na Catedral do Maranhão, pelo Com.Joaquim José da Silva Sardinha. Foram seus padrinhos o Cap. Joaquim José Henriques e D.Jesuína Amália Nunes Belfort. Casou-se com o Tenente Fábio Gomes Faria de Matos, em São Luiz a 19 no Cemitério dos Passos do Maranhão.Teve:

            6-1 Dr.José Nunes Belfort de Matos, Engenheiro Civil pela Escola Politécnica do Rio de janeiro.Diretor do Observatório de São Paulo, de 1902 a 1926. Nasceu em São Luiz do Maranhão a 19 de maio de 1862 e foi batizado a 20 de janeiro de 1863 na Igreja dos Remédios,  filial da Freguezia de São João, (S.Luiz do Maranhão), pelo Com. Manoel da Costa Delgado. Foram seus padrinhos Cel.José Nunes de Souza Belfort e de D. Margarida Cândida Galvão de matos.Casou-se (389) / no Rio de Janeiro, a 12 de Julho de 1890 com D.Antonieta Monteiro de moura Rangel,  natural do Rio de Janeiro, nascida a 25 de dezembro de 1866.Faleceu a 28 de Julho de 1926.Jaz no Cemitério da Consolação, (São Paulo.Teve:

                  7-1 Dr. José Rangel Belfort de Matos, nascido em Santa Rita do Jacutinga, Minas Gerais a 21 de maio de 1891.Batizado a 22 de  agosto do mesmo ano, pelo Com.Raymundo da Purificação dos Santos Lemos, sendo protetora N.S. da Conceição e padrinho Fábio Gomes Belfort de Matos (Livro dos termos de batizados, n.16, fls.101, da Freg.de S.Francisco Xavier do Engenho Velho, - Rio de janeiro).Casou-se com D.Alice Fairbanks, descendente dos Prescotts, da Escóssia; natural de Serra Azul, E.de S.Paulo, nascida a 27 de março de 1895, filha do Dr. João Cezimbra Fairbanks e de D.Melania Carolina Rodrigues Nunes.Bacharel em Ciências e Letras.Formou-se pela Faculdade de Direito de S.Paulo.Advogado, nos auditórios de São Paulo. Químico, Autor de vários tratados, monografias e teses, de valor. Membro de sociedades científicas francezas e argentinas.Teve:

                        8-1 Dr.José Dalmo Fairbanks Belfort de Matos.Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de S.Paulo.Livre Docente de Direito Internacional da mesma Faculdade.Nasceu em S.Paulo a 16 de setembro de 1914.

                        8-2 D.Melanie Fairbanks Belfort de Matos, nascida em São Paulo a 3 de setembro de 1915.Falecida em 1915

                        8-3 D.Maria Alice Fairbanks de Matos, nascida em S.Paulo a 18 de      novembro de 1937.Faleceu em 12-2-1938

                7-2 Dr. Alexandre Rangel Belfort de Matos, Engenheiro pela Escola Politécnica de S.Paulo. Subdiretor da Rede-Sul Mineira de Estrada de Ferro e atualmente Subdiretor da Leopoldina Railway Co. Nasceu no Rio de Janeiro a 19 de janeiro de 1894; casou-se com D.Olga Fairbanks, natural de S.Simão, E.S.Paulo, filha do Dr. João Cezimbra Fairbanks e de D.Melânia Carolina Rodrigues Nunes, em S.Paulo a 28-6-1917; s.g.

               7-3 Dr.Waldemar Rangel Belfort de Matos,Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina de S.Paulo. Nasceu no Rio de Janeiro a 26-4-1897. Casou-se com D.Jessy Neddermeyer, em S.Paulo em abril de 1920; Teve: (390) /

  8-1 Rubens Neddermeyer Belfort de Matos, nascido em S.Paulo a 11-1-1921.

    8-2 Horacio Neddermeyer Belfort de Matos, nascido em S.Paulo a 25-12-1921.

         8-3 Waldemar Neddermeyer Belfort de Matos, nascido em S.Paulo a 13-12-1929

 8-4 Jorge Neddermeyer Belfort de Matos, nascido em S.Paulo a 24-3-1932.

8-5 José Neddermeyer Belfort de Matos, nascido em S.Paulo a 10-2-1940.

 

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